8º CineDocumenta – 2011

 

O Vale do Aço no Mapa do Cinema Nacional Certamente, somos um evento interiorano num país em que o cinema se restringe ao eixo Rio e São Paulo, mas realizamos um trabalho de divulgação de filmes que atrai realizadores de todos os estados brasileiros. Tivemos 115 inscrições, sinal definitivo de que a mostra se consolidou como um espaço de difusão do audiovisual brasileiro. Estamos em nosso 8º ano consecutivo. Em meio a gigantescas dificuldades para financiamento, contamos com o apoio de parceiros fundamentais como a Secretaria de Estado da Cultura, da Usiminas e Cenibra que nos reconhecem enquanto mostra cinematográfica que não apenas dá vazão à produção de documentários. A Cinedocumenta, sobretudo neste ano, demonstrou aos seus apoiadores que além de ser um exemplo de resistência como uma das três mostras especializadas em documentários no Brasil é também espaço de formação de público, fomento e reflexão. Ultrapassamos os limites do entretenimento também no sentido de ser um ponto de agregação da produção regional. Através das oficinas de cinema, reunimos jovens cineastas locais que aprendem os segredos da sétima arte com mestres como Luiz Carlos Lacerda e Joel Pizzini. Um dos momentos mais ricos da mostra foi o encontro dos cineastas do Vale com Luciana Bezerra, diretora de um dos episódios de 5X Favela, Agora Por Nós Mesmos, Marcos Pimentel diretor premiadíssimo de Pólis, Tatiana Carvalho, diretora de Belo Horizonte e Ivana Bentes, renomada crítica de cinema. Neste dia, como em todas as edições, os estudantes de comunicação social, no Unileste, ou seja, o espaço acadêmico pode refletir com profundidade o fazer cinematográfico para fertilizar o processo criativo no Vale do Aço. A própria presença da pesquisadora, crítica e doutora em Comunicação, Ivana Bentes por si só já é um sintoma de que a Cinedocumenta está entrando definitivamente para o mapa do cinema nacional. Ivana veio conferir as potencialidades regionais e gostou tanto a ponto de afirmar “por três vezes recusei o convite”. Agora estarei aqui sempre que me chamarem. No momento em que o Brasil inteiro fala em política cultural descentralizada e fortalecimento da regionalização da cultura, diante do sucesso da Cinedocumenta reafirmamos de modo retumbante: o Vale do Aço é também o Vale do Cinema.