Filmes de parceiros da Cinedocumenta são selecionados para o Festival do Rio

Filmes de parceiros da Cinedocumenta são selecionados para o Festival do Rio

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Pizzini, que teve seu filme indicado ao Urso de Ouro, em Berlim, figura

entre os parceiros da Cinedocumenta

Luiz Carlos Lacerda, importante apoiador do cinema regional do Vale do Aço

Luiz Carlos Lacerda, importante apoiador do cinema regional do Vale do Aço

 

Introdução à Música do Sangue (Introduction to the Music of Blood), de Luiz Carlos Lacerda, o Bigode; e Mar de Fogo (Sea of Fire), de Joel Pizzini, estão entre os 60 filmes selecionados para o 17º Festival do Rio, que foi aberto ontem e fica em cartaz até 14 de outubro. Anualmente, o evento exibe filmes inéditos, premiados, independentes e raros de todos os cantos do mundo, sempre com dedicação  especial ao cinema nacional.

“Lacerda e Pizzini são pessoas que contribuem grandemente para o sucesso da Cinedocumenta, bem como para a realização de filmes por nossos diretores que passaram a realizar seus trabalhos motivados pelo que aprenderam com ele. Sempre pudemos contar com a participação dos dois em nossas mostras, exibindo seus filmes, ministrando oficinas, debatendo o cinema e como curadores. O reconhecimento do trabalho dos cineastas é prova de que a Cinedocumenta traz o que há de bom no país para a nossa região, promovendo a aproximação de grandes diretores com o nosso público, com as pessoas que se dedicam a aprender e fazer cinema”, comenta Éderson Caldas, coordenador geral da Mostra. Ele destaca ainda a seleção para o Festival do Rio do filme O Porto do Rio, de Luciana Bezerra, outra cineasta que já participou da Cinedocumenta.

A cineasta assina Acende a luz, o último episódio do filme Cinco vezes favela – Agora por nós mesmos,  que reúne histórias concebidas e realizadas por jovens cineastas, moradores de favelas cariocas.

LACERDA

Música do Sangue gira em torno de uma pequena família que vive no interior de Minas Gerais, em uma pequena casa sem energia elétrica. O patriarca vivido por Ney Latorraca não quer saber de instalar luz no local, para desespero da esposa interpretada por Bete Mendes, que sonha com a eletricidade como forma de facilitar sua vida. Completa o núcleo familiar a jovem Isabel (Greta Antoine), garota de passado misterioso. A vida do trio é modificada com a chegada (e presença constante) de um funcionário de uma fazenda vizinha (Armando Babaioff), que logo se interessa pela menina.

O filme é baseado em texto inacabado de do escritor Lúcio Cardoso e dedicado a Paulo Cezar Saraceni, diretor de O Viajante. A homenagem fica evidente no uso da trilha sonora. Tanto O Viajante, quanto  Introdução à Música do Sangue têm trilha sonora composta de músicas de Tom Jobim.

PIZZINI

Mar de Fogo, de Joel Pizzini, que foi o único filme brasileiro indicado ao Urso de Ouro, em Berlim, tendo concorrido com 26 filmes de 17 países. Com oito minutos, Mar de Fogo propõe uma reflexão a partir do clássico nacional Limite (1930), do cineasta Mário Peixoto.

“Limite foi o filme que me levou a fazer cinema. Ver um filme que tem uma sintaxe, no qual você não identifica uma história imediata, que você não sabe à primeira vista o que está acontecendo, e você é inundado por um universo de sensações, me deixou muito tocado e intrigado”, comenta Pizzini.

Mar de Fogo foi construído a partir da edição de imagens e sons de arquivo, reunindo cenas tanto de Limite, quanto de O homem do morcego (1980), de Ruy Solberg, e O homem e o limite(1975), de Ruy Santos.

As gravações de áudio foram feitas pelo próprio Pizzini.

Imagens: Grão Fotografia

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