Curta Vladimir Carvalho e Triunfo, hoje, na Cinedocumenta

Curta Vladimir Carvalho e Triunfo, hoje, na Cinedocumenta

A Cinedocumenta exibe às 17h de hoje, no Teatro do Centro Cultural Usiminas, o “Curta Vladimir Carvalho”, sessão comentada pelo próprio protagonista do documentário, Vladimir.

Na sequência, serão exibidos “Vila Boa de Goyaz”, que vem de Goiás e homenageia a escritora Cora Coralina;  “A Bolandeira”, que enfoca poeticamente a história de uma bolandeira, usada para moer a cana, no tempo do Brasil Colônia, no sertão da Paraíba; e “Incelência para um trem de ferro”, que referencia velhos trens de ferro que serviram às usinas de açúcar do Nordeste e que estão sendo recolhidos aos museus e cidades como uma curiosidade histórica.

Às 19h30, será promovida uma sessão longa, com a exibição de “Triunfo”, documentário sobre Nelson Triunfo, pioneiro do movimento black no Brasil.

“Triunfo” acabou de ganhar o prêmio do júri na competição nacional do festival de documentários musicais In-Edit Brasil. Realizado entre 1º e 11 deste mês, em São Paulo.

Dirigido por Cauê Angeli e Hernani Ramos, o longa vencedor conta a história do homem considerado pai do movimento hip-hop no país, cultuado por artistas de várias gerações. Em outubro, o filme será exibido na edição do festival de Barcelona.

LENDA

Nascido em Triunfo, interior de Pernambuco, Nelson Gonçalves Campos Filho, de 59 anos, é uma lenda do rap brasileiro. Na década de 1980, com sua gigantesca cabeleira black power, Nelsão parava o trânsito no Centro de São Paulo com suas performances. Daqueles tocas-fitas saíam clássicos do soul e do funk. Em plena ditadura militar, o dançarino cabeludo chegou a ser preso várias vezes.

Entre os office boys que o admiravam estava Kleber Simões, que se tornaria KL Jay, um dos integrantes do grupo Racionais MCs, outra lenda do hip-hop brasuca. O pioneiro Thaíde credita a Nelsão Triunfo sua entrada na cena do rap.

Nelson fundou a Casa do Hip-Hop, em Diadema (SP), voltada para jovens em situação de vulnerabilidade social. Atuante às vésperas de se tornar sessentão, ele defende a nova geração de rappers – Emicida, Criolo e Projota – das críticas dos veteranos.

SERVIÇO

As exibições são gratuitas, com retirada de ingresso na bilheteria do Teatro do Centro Cultural Usiminas.

 

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