Coutinho inspira encerramento da Cinedocumenta

Coutinho inspira encerramento da Cinedocumenta

Apesar da extensa agenda da Cinedocumenta, ainda sobrou tempo para confraternização no Tufik Cozinha Árabe

Apesar da extensa agenda da Cinedocumenta, ainda sobrou tempo para confraternização no Tufik Cozinha Árabe

Uma sessão comentada em homenagem a Eduardo Coutinho fez brilhar o encerramento da 10ª Mostra de Cinema Documentário, Cinedocumenta, no Teatro do Centro Cultural Usiminas.

O evento fez jus à expectativa, principalmente dos interessados em aprender sobre o gênero documentário. Após a exibição do longa-metragem de Coutinho, “Edifício Master”, o cineasta Sávio Tarso capitaneou um bate-papo sobre o filme, que revela ricas histórias a moradores anônimos do tradicional prédio de Copacabana. E a cafeteria Entreatos foi cenário armado para a sessão.

Desde o dia da abertura da Mostra, diversas sessões foram comentadas – a inaugural, com a exibição de “A vida não basta”, foi seguida por um bate-papo com o diretor do filme, Caio Tozzi, discorrendo sobre a construção do filme; a mostra Especial Vladimir Carvalho, comentada pelo próprio homenageado da sessão homônima, falando sobre sua experiência com o cinema acumulada em mais de 50 anos de trabalho, e a sessão dedicada ao cinema de poesia de Joel Pizzini, que falou sobre a produção de seus filmes exibidos durante a Mostra.

Pizzini também ministrou uma oficina na Cinedocumenta sobre a poesia de Manoel de Barros relacionada com a linguagem cinematográfica, “uma atração que conquistou os participantes pela sensibilidade do poeta que emociona”, comentou Aládia Leitão, participante da atividade.

PRODUÇÃO

“Podemos dizer que a Cinedocumenta cresceu, principalmente, nesse sentido de formar pessoas para desenvolver atividades ligadas à produção cinematográfica, capacitar profissionais para a sétima arte. Esse propósito fica evidente em cada atração que sempre busca promover uma aproximação entre diretores e público, em conversas bem descontraídas”, diz Éderson Caldas, produtor da Mostra.

Segundo observa, manter um projeto ousado em atividade ao longo de dez anos é desafio. “Mas conquistamos essa façanha, lprezando a formação de público, o acesso ao gênero documental. Amadurecemos a cada edição, resistindo com a Mostra, realizada em um país onde não há uma grande tradição do gênero documentário, onde nobre é Hollywood, que geralmente prevalece nas salas de cinema e em proporções absurdas”.

Em relação aos filmes selecionados para a Mostra e vindos de vários estados brasileiros, Éderson reconhece que agradaram. “Todas as produções mexeram com o espectador, emocionaram, fizeram a gente rir, chorar. “A vida não basta”, “Triunfo”, “Reis: violeiros de Palmital”, “Rota de fuga”, os filmes do Vladimir, do Joel, do Coutinho. Toda a seleção veio encher os olhos e o coração dos apaixonados pelo cinema documentário”, destaca Éderson, que já anunciou o tema para a próxima edição da Cinedocumenta: “Meio ambiente”.

A Cinedocumenta foi realizada graças ao patrocínio da Usiminas.

 

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